Agro brasileiro na União Europeia · conferido em 24/10/2026
Exportar pimenta-do-reino para a União Europeia: tarifa, cota, limite de resíduo e alertas
De outubro de 2025 a setembro de 2026, o Brasil vendeu US$ 69,1 mi de pimenta-do-reino à UE, 13,1% do que exportou do produto, sobretudo para Alemanha, Países Baixos e França. No acordo Mercosul-UE: tarifa zero na entrada da UE em todas as linhas do acordo. No limite de resíduo, 0 dos 0 princípios ativos comparáveis têm limite menor na UE que na Anvisa. O RASFF tem 239 notificações sobre o produto brasileiro.
As seis perguntas de quem exporta
- 1. Pode entrar? Sim, com 30% das cargas inspecionadas por Salmonella.
- 2. Quanto paga? Tarifa zero na entrada da UE em todas as linhas do acordo.
- 3. Que regra cumpre? 0 ativos no limite de quantificação na UE; 0 com limite que cai.
- 4. O que já deu errado? 239 notificações no RASFF, a última em 21/10/2025.
- 5. Quem compra e por quanto? US$ 69,1 mi em 12 meses; Alemanha na frente.
- 6. Que papel precisa? Prova de origem, certificado fitossanitário.
Pode entrar? As regras da UE que tocam pimenta-do-reino
A UE não tem regra que barre pimenta-do-reino do Brasil por país. A entrada depende de cumprir as regras gerais do bloco, com controle reforçado na fronteira.
- Controle reforçado na fronteira: Está no anexo II do Regulamento 2019/1793: cada carga entra acompanhada de certificado oficial e do resultado da amostragem e da análise de Salmonella, e 30% das cargas passam por controle de identidade e físico na fronteira (eram 50%). Regulamento de Execução (UE) 2026/194, de 28/01/2026 (altera o anexo II do Regulamento de Execução (UE) 2019/1793); código ex 0904 11 00 10 (pimenta-do-reino não triturada nem em pó).
- Lei antidesmatamento (EUDR): pimenta-do-reino não está no anexo I do Regulamento (UE) 2023/1115. A EUDR alcança soja, café, cacau, gado, madeira, borracha e dendê.
- Sanidade vegetal: conforme o produto, a carga entra com certificado fitossanitário emitido pelo Ministério da Agricultura e passa pelo posto de controle da fronteira. Resíduo acima do LMR europeu leva à rejeição da carga e a uma notificação no RASFF.
Quanto paga para entrar: a tarifa da UE no acordo
Tarifa de importação da UE para pimenta-do-reino em grão e moída vindo do Mercosul, linha a linha da Nomenclatura Combinada (NC 2026). Das 2 linhas, 2 zeraram em 01/05/2026, quando o acordo entrou em aplicação provisória. O ano 0 vai até 31/12/2026; o próximo degrau é em 1º de janeiro de 2027.
| NC | Produto | Tarifa cheia (MFN) | Brasil em 2026 | No acordo |
|---|---|---|---|---|
| 0904.11 · Pimenta (do gênero piper), seca, não triturada nem em pó | ||||
| 0904.11.00 | Não triturada nem em pó | 0% | 0% | zerou em 01/05/2026 |
| 0904.12 · Pimenta (do gênero piper), triturada ou em pó | ||||
| 0904.12.00 | Triturada ou em pó | 4% | 0% | zerou em 01/05/2026 |
- "Brasil em 2026" é a tarifa preferencial publicada para o Brasil (coluna "aplicada em junho/2026" da planilha oficial), válida até 31/12/2026.
- Produto com preço de entrada (laranja, limão, uva) paga uma parte específica que depende do preço declarado na entrada; a tabela mostra o texto da planilha.
- Para ter a tarifa do acordo, o produto precisa ser originário do Mercosul e a origem tem de ser provada (veja "Que papel precisa").
Fonte: Siscomex, preferências tarifárias na exportação (planilha 12-06-26-tarifa-ue.xlsx, baixada em 24/10/2026); Decreto nº 12.953, de 28/04/2026.
Limite de resíduo: Anvisa × União Europeia
Os 2 princípios ativos com limite máximo de resíduo (LMR) da Anvisa em pimenta-do-reino, comparados ao LMR da UE no alimento (pimenta-do-reino, código 0820060). Valores em mg/kg.
- UE abaixo da Anvisa
- 0
- de 0 com limite nas duas bases
- No limite de quantificação na UE
- 0
- valor com "*": não pode ser detectado
- Sem aprovação na UE e no limite de quantificação
- 0
- registrados aqui para a cultura
- Mudança já marcada na UE
- 0
- 0 com data, 0 em projeto votado, 0 subindo
Ver os 2 princípios ativos com LMR em pimenta-do-reino
| Princípio ativo | Anvisa | UE hoje | Próxima | Leitura |
|---|---|---|---|---|
| Compostos à base de cobre | sem limite numérico | — | — | sem limite ligado na UE |
| Fluensulfona | 0,2 | — | — | sem limite ligado na UE |
- "*" marca o limite de quantificação: o menor teor que o laboratório mede. LMR da UE com "*" quer dizer, na prática, que o resíduo não pode aparecer na análise.
- O LMR é limite legal no alimento colhido, não dose de aplicação nem medição de resíduo. Quem exporta segue o limite do país de destino; o uso no campo segue a bula e o receituário.
- A UE define o resíduo às vezes de forma diferente da Anvisa (o carbendazim inclui o benomil; o tiofanato-metílico passa a ter definição própria em 29/01/2027). A página mostra a definição europeia ligada à substância.
- "Sem limite ligado na UE": a base europeia não liga a substância a um limite de resíduo; sem limite específico vale o padrão de 0,01 mg/kg do Reg. (CE) 396/2005, salvo substância dispensada de limite.
Fontes: EU Pesticides Database, Comissão Europeia, consultada em 26/10/2026 (reuso livre com crédito da fonte (Decisão 2011/833/UE)); LMR da Anvisa (monografias, dados abertos de 13/10/2026). Todas as mudanças de LMR marcadas na UE.
O que já deu errado: alertas da UE sobre pimenta-do-reino do Brasil
239 notificações no RASFF, o sistema de alerta de alimentos e rações da UE, sobre produto de origem brasileira, 233 delas de carga rejeitada na fronteira. A mais recente é de 21/10/2025.
Por ano
- 2020 57
- 2021 111
- 2022 45
- 2023 20
- 2024 3
- 2025 1
- 2026 0
Que tipo de problema
- microrganismo patogênico234
- resíduo de agrotóxico2
- poluente ambiental1
- microrganismo não patogênico (deterioração)1
Classe da notificação
- rejeição na fronteira233
- alerta3
- informação para atenção3
As mais recentes
| Data | Produto | Perigo | Classe | Quem notificou |
|---|---|---|---|---|
| 21/10/2025 | Black pepper (Piper) from Brasil | — | rejeição na fronteira, risco potencial | Croáciacontrole na fronteira, carga retida |
| 26/09/2024 | Black pepper | Salmonella | rejeição na fronteira, risco grave | Françacontrole na fronteira, carga retida |
| 10/07/2024 | Black pepper | Salmonella | rejeição na fronteira, risco grave | Françacontrole na fronteira, carga retida |
| 05/01/2024 | schwarzer Pfeffer grob - black pepper coarse | benzo(a)pireno (14,9 µg/kg - ppb) | alerta, risco potencialmente grave | Alemanhacontrole oficial no mercado |
| 05/12/2023 | Ground black pepper | Clorpirifós; Clorpirifós | alerta, risco grave | Alemanhacontrole oficial no mercado |
| 22/11/2023 | ground black pepper | Clorpirifós | alerta, risco grave | Alemanhacontrole oficial no mercado |
| 13/11/2023 | black pepper | Salmonella | rejeição na fronteira, risco grave | Alemanhacontrole na fronteira, carga retida |
| 26/07/2023 | black pepper | Salmonella | rejeição na fronteira, risco grave | Alemanhacontrole na fronteira, carga retida |
| 26/07/2023 | black pepper | Salmonella | rejeição na fronteira, risco grave | Alemanhacontrole na fronteira, carga retida |
| 10/07/2023 | black pepper (piper nigrum) | Salmonella | rejeição na fronteira, risco grave | Alemanhacontrole na fronteira, carga retida |
| 22/05/2023 | pimienta negra sin triturar | Salmonella | rejeição na fronteira, risco grave | Espanhacontrole na fronteira, carga retida |
| 03/04/2023 | black pepper | Salmonella | rejeição na fronteira, risco grave | Alemanhacontrole na fronteira, carga retida |
"Rejeição na fronteira" é carga barrada no posto de controle; alerta e informação são avisos entre os países da UE, muitas vezes de produto já no mercado. A notificação não diz quantas cargas o Brasil mandou nem é decisão sobre o país. Fonte: RASFF Window, Comissão Europeia, lista pública consultada em 26/10/2026. Todos os alertas sobre produto brasileiro.
Quanto o Brasil vende de pimenta-do-reino à União Europeia
Exportação registrada no Comex Stat de outubro de 2025 a setembro de 2026, em dólar FOB (pimenta-do-reino em grão e moída).
- Para a UE, 12 meses
- US$ 69,1 mi
- 9.982 t
- Parte da UE
- 13,1%
- do que o Brasil exporta do produto
- Preço médio FOB
- US$ 6.920/t
- valor ÷ peso, embarques para a UE
- Contra os 12 meses anteriores
- +5,2%
- US$ 65,7 mi antes
Exportação para a UE mês a mês, US$ milhões
Quem compra na UE (12 meses)
- Alemanha US$ 25,2 mi
- Países Baixos US$ 20,5 mi
- França US$ 11,3 mi
- Romênia US$ 6,6 mi
- Itália US$ 3,9 mi
- Espanha US$ 1,4 mi
- Eslováquia US$ 173 mil
- Malta US$ 5 mil
País de destino declarado na exportação. Carga que entra pelo porto de Roterdã ou da Antuérpia pode seguir para outro país do bloco.
De onde sai no Brasil (UF do produto, 12 meses)
- Pará US$ 54 mi
- Espírito Santo US$ 12,8 mi
- Bahia US$ 2,1 mi
- Rio de Janeiro US$ 132 mil
- São Paulo US$ 9 mil
- Rio Grande do Sul US$ 1 mil
- Paraná US$ 1 mil
- Santa Catarina US$ 1 mil
O Comex Stat registra a UF onde o produto foi produzido, não a sede da empresa exportadora.
| Ano | Para a UE | Peso | Parte da UE |
|---|---|---|---|
| 2023 | US$ 32,8 mi | 9.369 t | 13% |
| 2024 | US$ 42,3 mi | 8.840 t | 14,8% |
| 2025 | US$ 73,5 mi | 10,2 mil t | 14,2% |
| 2026 (até set/26) | US$ 46,8 mi | 6.819 t | 11,5% |
Fonte: Comex Stat (MDIC), bloco União Europeia, subposições 090411, 090412; dados até setembro de 2026, atualizados em 06/10/2026.
Quem disputa a UE com o Brasil
Nos 12 meses até agosto de 2026, a UE comprou € 428 mi de pimenta-do-reino de fora do bloco. O Brasil foi o 2º fornecedor, com 15,4%; Vietnã lidera, com 64%. O Brasil embarca mais em jan, abr e mai; Vietnã, em mai, jun e jul.
| País | Valor | Peso | €/kg | Parte |
|---|---|---|---|---|
| Vietnã | € 273 mi | 41,4 mil t | 6,6 | 63,7% |
| Brasil | € 65,8 mi | 10,5 mil t | 6,29 | 15,4% |
| Indonésia | € 26,6 mi | 3.509 t | 7,59 | 6,2% |
| Índia | € 23,5 mi | 3.040 t | 7,73 | 5,5% |
| Sri Lanka | € 11,4 mi | 1.210 t | 9,39 | 2,7% |
| Camboja | € 6,5 mi | 729 t | 8,93 | 1,5% |
| China | € 4,9 mi | 1.023 t | 4,74 | 1,1% |
| Madagascar | € 4,5 mi | 588 t | 7,62 | 1% |
Fonte: Eurostat, Comext (importação da UE-27 de fora do bloco, SH 090411, 090412), lido em 24/10/2026. Valor em euros no ponto de entrada da UE; não é o mesmo número do Comex Stat, que mede o embarque no Brasil em dólar.
NCM da pimenta-do-reino
O código da nota fiscal de exportação. Os seis primeiros dígitos são os mesmos da Nomenclatura Combinada da UE, que define a tarifa do acordo. A ficha de cada NCM no Buscador NCM traz alíquotas, CEST e a reforma tributária.
- 0904.11.00 Não triturada nem em pó
- 0904.12.00 Triturada ou em pó
Onde o Brasil produz pimenta-do-reino
135,7 mil t em 285 municípios em 2025, R$ 4 bi de valor da produção. Os 10 maiores, com a página de cada um.
- 1 São Mateus (ES) 27,1 mil t · 20%
- 2 Jaguaré (ES) 9.800 t · 7,2%
- 3 Tomé-Açu (PA) 8.800 t · 6,5%
- 4 Rio Bananal (ES) 7.847 t · 5,8%
- 5 Vila Valério (ES) 6.667 t · 4,9%
- 6 Nova Venécia (ES) 5.641 t · 4,2%
- 7 Pinheiros (ES) 5.180 t · 3,8%
- 8 Porto Seguro (BA) 4.017 t · 3%
- 9 Baião (PA) 3.829 t · 2,8%
- 10 Conceição da Barra (ES) 3.740 t · 2,8%
Por estado: ES 62%, PA 30%, BA 7%, MG 0%, AL 0%.
Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal 2025. Município é onde se produz, não de onde sai a exportação.
Que papel precisa
- Prova de origem, para ter a tarifa do acordo. A prova de origem principal é a declaração de origem feita pelo próprio exportador num documento comercial (autocertificação, sem cadastro prévio). Por até 3 anos desde 01/05/2026, prorrogáveis por mais 2, vale também o Certificado de Origem emitido por entidade autorizada pela Secex. A origem declarada é "Mercosul", não "Brasil". O produto só é originário se cumprir o requisito específico de origem do seu código SH (para o agro em bruto, em geral, ser inteiramente obtido no Mercosul). Requisitos específicos de origem por SH (Siscomex); Acordo Provisório Mercosul-UE, capítulo 3 (arts. 3.16 a 3.22) e anexos 3-C e 3-D; Portaria Secex nº 249/2023, alterada pela Portaria Secex nº 490/2026.
- Certificado fitossanitário do Ministério da Agricultura, quando o produto vegetal exige.
- Pimenta-do-reino: certificado oficial e resultado da amostragem e da análise de Salmonella acompanhando cada carga.
- Registro do exportador no MAPA: quem exporta pimenta-do-reino para a UE precisa estar registrado no Cadastro Geral de Classificação (CGC/MAPA), pelo SIPEAGRO, no nível completo; o MAPA manda a lista às autoridades europeias (Regulamento (CE) nº 401/2006 (amostragem para micotoxinas)). Passo a passo do MAPA.
Próximas datas para pimenta-do-reino
Os prazos que mexem no produto. Calendário completo, também em arquivo de agenda.
- 31/12/2026Fim do ano 0 do acordo e das cotas de exportação da Portaria Secex 492/2026
- 01/01/2027Acordo Mercosul-UE: 2º degrau da desgravação (ano 1) e volume das cotas dobra
Pimenta-do-reino no resto do site
- Perfil agropecuário dos estados que mais embarcam para a UE: PA, ES, BA.
- Agrotóxicos sem aprovação na União Europeia e registrados no Brasil.
Outros produtos na UE
Perguntas Frequentes
O Brasil pode exportar pimenta-do-reino para a Europa?
A UE não tem regra que barre pimenta-do-reino do Brasil por país. A entrada depende de cumprir as regras gerais do bloco, com controle reforçado na fronteira.
Qual a tarifa da União Europeia para pimenta-do-reino do Brasil com o acordo Mercosul?
No acordo Mercosul-UE, em aplicação provisória desde 01/05/2026: tarifa zero na entrada da UE em todas as linhas do acordo. Exemplo: 0904.11.00 (Pimenta (do gênero piper), seca, não triturada nem em pó), tarifa cheia 0%, 0% para o Brasil em 2026, zerou em 01/05/2026. A tabela desta página traz todas as linhas.
Qual o limite de agrotóxico da UE para pimenta-do-reino?
A UE fixa o limite máximo de resíduo (LMR) por alimento. Dos 2 princípios ativos com LMR da Anvisa na cultura, 0 têm limite menor na UE e 0 estão no limite de quantificação lá, isto é, não podem ser detectados.
Quantas vezes a UE barrou pimenta-do-reino brasileiro?
O RASFF, sistema de alerta de alimentos da UE, tem 239 notificações sobre pimenta-do-reino de origem brasileira (233 rejeições na fronteira), a mais recente de 21/10/2025. O problema mais comum é microrganismo patogênico. Notificação não é proibição: é o aviso de uma carga ou lote.
Para que países da Europa o Brasil mais exporta pimenta-do-reino?
Nos 12 meses de outubro de 2025 a setembro de 2026, os maiores destinos foram Alemanha, Países Baixos e França, num total de US$ 69,1 mi para a UE (13,1% do que o Brasil exportou do produto). A UF que mais embarcou para o bloco foi Pará.
Qual o preço de exportação da pimenta-do-reino para a Europa?
Nos 12 meses de outubro de 2025 a setembro de 2026, o valor dividido pelo peso dos embarques para a UE deu US$ 6.920/t (FOB, média de todos os itens desta página), contra US$ 6.227/t na exportação para o mundo todo. É média de embarque registrada no Comex Stat, não cotação: o preço de cada contrato é negociado entre as partes.
Qual cidade mais produz pimenta-do-reino no Brasil?
São Mateus (ES) lidera, com 27,1 mil t em 2025, 20% do Brasil. Depois vêm Jaguaré (ES), Tomé-Açu (PA) e Rio Bananal (ES). Por estado, ES (62%), PA (30%) e BA (7%) (IBGE, Produção Agrícola Municipal 2025).
Quem mais vende pimenta-do-reino para a Europa?
Nos 12 meses até agosto de 2026, a UE comprou € 428 mi do produto de fora do bloco. Os maiores fornecedores foram Vietnã (64%), Brasil (15%) e Indonésia (6%) (Eurostat, Comext).
Qual a NCM da pimenta-do-reino?
São 2 NCMs, entre elas 0904.11.00 (não triturada nem em pó), 0904.12.00 (triturada ou em pó). Os seis primeiros dígitos (o SH) são os mesmos da Nomenclatura Combinada da UE, que define a tarifa do acordo; a ficha de cada código no Buscador NCM traz as alíquotas e a reforma tributária.
Que documento precisa para exportar pimenta-do-reino para a UE com a tarifa do acordo?
A prova de origem: A prova de origem principal é a declaração de origem feita pelo próprio exportador num documento comercial (autocertificação, sem cadastro prévio). Por até 3 anos desde 01/05/2026, prorrogáveis por mais 2, vale também o Certificado de Origem emitido por entidade autorizada pela Secex. A origem declarada é "Mercosul", não "Brasil". Produto vegetal fresco entra com certificado fitossanitário do Ministério da Agricultura. A pimenta-do-reino ainda precisa de certificado oficial e do resultado de análise de Salmonella.
Fontes: Comex Stat (MDIC); Siscomex, tarifa e cotas do acordo; TARIC QUOTA, EU Pesticides Database e RASFF Window, Comissão Europeia (reuso com crédito, Decisão 2011/833/UE); LMR da Anvisa; regras conferidas no ato em 24/10/2026. Metodologia e fontes.