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AGROFIT, Ministério da Agricultura · arquivo de · doença

Fungicida para ferrugem do cafeeiro

Hemileia vastatrix · também ferrugem

Produtos registrados

257

Grupos químicos
16
Empresas
63
Biológicos
0

São 257 produtos com registro no Ministério da Agricultura para ferrugem do cafeeiro, de 63 empresas, em 16 grupos químicos.

Grupos químicos registrados para ferrugem do cafeeiro

O cadastro informa 16 grupos químicos nesta lista. Produto com mais de um ingrediente ativo conta em cada grupo. Essa contagem não determina as opções de rotação: grupos químicos diferentes podem compartilhar o mesmo mecanismo de ação. O manejo de resistência exige conferir a bula e a classificação de mecanismo de ação aplicável (HRAC, IRAC ou FRAC) com o responsável técnico. Quando a bula foi conferida, o grupo dela aparece no bloco seguinte e na linha de cada produto.

  • triazol 167
  • estrobilurina 78
  • alquilenobis(ditiocarbamato) 41
  • inorgânico 34
  • pirazol carboxamida 9
  • neonicotinóide 8
  • carboxamida 4
  • antranilamida 2
  • isoftalonitrila 2
  • amônio quaternário 1
  • benzamida 1
  • benzimidazol (precursor de) 1
Mais 4 grupos com poucos produtos

benzotiadiazol (1) · bioquímico (1) · carboxanilida (1) · triazolinthione (1)

O que o registro mostra

Classe toxicológica

  • Categoria 2, altamente tóxico 1
  • Categoria 3, moderadamente tóxico 5
  • Categoria 4, pouco tóxico 101
  • Categoria 5, improvável de causar dano agudo 142
  • Não classificado, produto não classificado 3
  • Escala anterior a 2019, ainda não reclassificado 5

Classificação de toxicidade aguda do rótulo. A categoria não mede resíduo nem risco ambiental.

Empresas com registro

63 empresas titulares. A que tem mais produtos é a Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., com 20 (8%).

Biológico e orgânico

Nenhum produto biológico nesta lista. Nenhum tem uso aprovado na agricultura orgânica. Outros 8 são registrados para o alvo em qualquer cultura, que é como o produto biológico costuma ser registrado.

Mecanismo de ação pela bula para ferrugem do cafeeiro

A bula traz o selo do grupo de resistência do produto: IRAC para inseticida, FRAC para fungicida e HRAC para herbicida. É ele que diz se dois produtos têm o mesmo modo de ação. Lido em 141 dos 257 produtos desta lista, na bula publicada pela ADAPAR e conferida pelo número de registro em 19/10/2026. Produto com mais de um ingrediente aparece em cada grupo.

Alternar grupo é uma parte do manejo de resistência. A escolha do produto, da dose e do momento é do responsável técnico, com o receituário agronômico. O que cada código significa está na tabela dos grupos HRAC, IRAC e FRAC.

Produtos registrados para ferrugem do cafeeiro

Os 257 produtos com registro para este uso, com ingrediente ativo, grupo químico, empresa titular e classe toxicológica.

257 produtos, em ordem alfabética de marca.

Produto Ingrediente ativo e grupo químico
Abacus HC registro 9210 · bula (PDF) grupo C3 + G1 FRAC Basf Agricultural Solutions Brasil Ltda Categoria 4 epoxiconazol (triazol) 160 g/Lpiraclostrobina (estrobilurina) 260 g/L
Actigard registro 9414 Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. Categoria 5 acibenzolar-S-metílico (benzotiadiazol) 500 g/kg
Agrinose; Oxi-Cup 35 WP registro 2698707 Quimetal Produtos Quimicos do Brasil Ltda. Categoria 5 oxicloreto de cobre (inorgânico) 600 g/kg
Airone registro 11118 Gowan Produtos Agrícolas Ltda. Categoria 4 hidróxido de cobre (inorgânico) 233 g/Loxicloreto de cobre (inorgânico) 239.4 g/L
Alade; Podesta registro 07521 · bula (PDF) grupo C2 + G1 FRAC Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. Categoria 4 Benzovindiflupyr (pirazol carboxamida) 60 g/Lciproconazol (triazol) 90 g/Ldifenoconazol (triazol) 150 g/L
Allenza registro 36525 Perterra Insumos Agropecuários S.A. Categoria 5 Azoxistrobina (estrobilurina) 200 g/Lciproconazol (triazol) 80 g/L
Alto 100 registro 991 · bula (PDF) grupo G1 FRAC Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. Categoria 5 ciproconazol (triazol) 100 g/L
Alto 400 SC registro 16124 · bula (PDF) grupo G1 FRAC Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. Categoria 4 ciproconazol (triazol) 400 g/L
Amistar WG registro 1305 · bula (PDF) grupo C3 FRAC Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. Categoria 4 Azoxistrobina (estrobilurina) 500 g/kg
Ampus 125 SC registro 49525 Cropchem Ltda Categoria 5 epoxiconazol (triazol) 125 g/L
Aproach Max registro 9107 · bula (PDF) grupo C3 + G1 FRAC CTVA Proteção de Cultivos Ltda Categoria 5 Picoxistrobina (estrobilurina) 200 g/Lciproconazol (triazol) 80 g/L
Aproach Power registro 13420 · bula (PDF) CTVA Proteção de Cultivos Ltda Categoria 4 Picoxistrobina (estrobilurina) 90 g/Lciproconazol (triazol) 40 g/L
Aproach Power BR registro 23820 CTVA Proteção de Cultivos Ltda Categoria 4 Picoxistrobina (estrobilurina) 90 g/Lciproconazol (triazol) 40 g/L
Atak registro 23718 Prentiss Química Ltda. Categoria 3 tebuconazol (triazol) 200 g/L
AUG 137 registro 40017 Avgust Crop Protection Importação e Exportação Ltda. Categoria 4 tebuconazol (triazol) 250 g/L
Authority registro 8212 · bula (PDF) grupo C3 + G1 FRAC FMC Química do Brasil Ltda. Categoria 5 Azoxistrobina (estrobilurina) 125 g/Lflutriafol (triazol) 125 g/L
Avert registro 29321 · bula (PDF) grupo C3 + G1 FRAC Tecnomyl Brasil Distribuidora de Produtos Agrícolas Ltda Categoria 4 Azoxistrobina (estrobilurina) 200 g/Lciproconazol (triazol) 80 g/L
Azimut; Custodia registro 13612 · bula (PDF) grupo C3 + G1 FRAC Adama Brasil S.A. Categoria 4 Azoxistrobina (estrobilurina) 120 g/Ltebuconazol (triazol) 200 g/L
Azox 250 SC registro 07618 · bula (PDF) grupo C3 FRAC Ascenza Brasil Ltda Categoria 5 Azoxistrobina (estrobilurina) 250 g/L
Azoxistrobin 200 + Ciproconazol 80 SC CCAB registro 19622 Agrolimuda do Brasil Ltda Categoria 4 Azoxistrobina (estrobilurina) 200 g/Lciproconazol (triazol) 80 g/L

Registrados para ferrugem do cafeeiro em qualquer cultura

Produtos registrados para o alvo, sem cultura definida. É como os biológicos costumam ser registrados. Por isso não entram na contagem acima.

Produto Ingrediente ativo e grupo químico
Animus; Tacap registro 26816 · bula (PDF) UPL do Brasil Indústria e Comércio de Insumos Agropecuários S.A. Não classificado Bacillus subtilis (produto microbiológico) 500 g/kg
Arizium registro 39525 Genica Inovação Biotecnologica S.A.. Não classificado Bacillus subtilis , Cepa Bs34 (biológico) 392.5 g/LBacillus velezensis, isolado BV59 (biológico) 392.5 g/L
Bio-imune; Multi-Attack; Multi-Guard; FungiOuro; Biologic Aerum; Brandt Clearfol; Power BAC Inductor;SKDefense; Solution Pro Evolution; BioAgRoss Andorinha; Majestade registro 43418 · bula (PDF) Vittia S.A. Não classificado Bacillus velezensis BV02 (biológico) 42 g/L
Bombardeiro; Lastro registro 27321 · bula (PDF) Total Biotecnologia Industria e Comercio S/A Categoria 5 Bacillus pumilus, isolado CNPSo 3203 (produto microbiológico) 33.3 g/LBacillus subtilis, isolado CNPSo2720 (produto microbiológico) 33.3 g/LBacillus velezensis, isolado CNPSo 3602 (produto microbiológico) 33.3 g/L
Caravan; Grabber; Grabber by Koppert registro 04721 · bula (PDF) Koppert do Brasil Holding S.A. Categoria 5 Bacillus pumilus, isolado CNPSo 3203 (produto microbiológico) 150 g/L
Fluoryd FR 25 registro 41325 TZ Biotec Ltda. Categoria 5 Pseudomonas fluorescens, cepa CCT 7393 (biológico) 1 mL/frasco 25 cm²
Reverb registro 27221 · bula (PDF) Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. Categoria 5 Bacillus pumilus (produto microbiológico) 33.3 g/LBacillus subtilis (produto microbiológico) 33.3 g/LBacillus velezensis, isolado CNPSo 3602 (produto microbiológico) 33.3 g/L
Row-Vispo registro 14023 · bula (PDF) Tradecorp do Brasil Comércio de Insumos Agrícolas Ltda Não classificado Bacillus subtilis, cepa IAB/BS03 (produto microbiológico) .1 g/kg

Como reconhecer a ferrugem do cafeeiro

Monografia oficial do AGROFIT para Hemileia vastatrix em café. Autor da descrição: Santos, M.F.; Mendes, M.A.S..

Como é

A doença causada por Hemileia vastatrix Berk. et Br. provoca queda precoce das folhas e seca dos ramos, afetando a produção de frutos do ano seguinte. É um patógeno que provoca prejuízos durante os anos de alta produção da cultura.

O fungo possui distribuição mundial. No Brasil, foi relatado inicialmente no estado da Bahia e posteriormente disseminou-se para todas as regiões produtoras de café do país. É considerada, mundialmente, a doença mais importante da cultura.

Hemileia vastatrix não apresenta hospedeiros intermediários para os estádios de pícnio e écio, e no cafeeiro ocorrem os estádios de urédia, télia e basídio. Até o ano de 2001 foram constatadas 33 raças do fungo, sendo que no Brasil predomina a raça 2, mas já foram detectadas as raças I, II, III, VII, XV, XVI, XVII, XVIII, XXIV, XXV, XXX e XXXI em Coffea arabica.

Sintomas e danos

Em média, as perdas ficam em 35% quando as condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento da doença, mas, quando coincidem períodos de estiagem prolongada com alta incidência do fungo, os prejuízos podem ultrapassar 50%.

FOLHAS: Os sintomas da doença surgem na face inferior da folha. No início, as manchas são pequenas, variando de 1 a 3 mm de diâmetro, com coloração amarelo-pálida. Posteriormente, as manchas podem atingir até 2 cm de diâmetro e passam a exibir coloração amarelo- alaranjada e aspecto pulverulento. Nessa fase é possível observar lesões cloróticas amarelas na face superior da folha, correspondentes às pústulas existentes na face inferior. Essas lesões aumentam de tamanho, e o centro adquire aspecto necrótico.

Ciclo e condições que favorecem

As lesões presentes nas folhas infectadas são as principais fontes de inóculo. A chuva, o homem, animais e insetos disseminam o patógeno na plantação, e o vento conduz os uredósporos para lavouras localizadas a milhares de quilômetros. A temperatura em torno de 21 °C e 23 °C, molhamento foliar prolongado e período chuvoso são considerados condições ideais para o desenvolvimento da doença. A incidência do fungo é maior nas épocas de maior produção da planta. Períodos em que ocorre alta densidade foliar e as condições climáticas são favoráveis ao fungo. Nessas condições, o ciclo da doença pode ser de 20 dias ou menos.

Controle, segundo a monografia

RESISTÊNCIA VARIETAL: O uso de cultivares resistentes é o melhor método de controle.

CONTROLE QUÍMICO: Os fungicidas de contato, principalmente os cúpricos, e os sistêmicos podem ser utilizados para o controle preventivo da doença. Recomenda-se efetuar alternância entre fungicidas de contato e sistêmicos. O emprego de fungicidas sistêmicos pode ser via foliar ou via solo. A calda viçosa, uma mistura de nutrientes que apresenta efeito fungicida, também é utilizada no controle.

Fonte do texto: MAPA, AGROFIT, Relatório de Pragas e Doenças. O trecho de controle é o da monografia e não substitui a bula nem a receita agronômica.

Perda por doença e praga em municípios de café

Municípios em que o café responde por pelo menos 30% das comunicações de perda no PROAGRO (2017–2026), ordenados pelas perdas por doença ou praga. O Banco Central registra o tipo do evento e a cultura, mas não cruza os dois: o número é do município, não só do café.

Sinistros agrícolas por município

Perguntas Frequentes

Quantos produtos são registrados para ferrugem do cafeeiro?

São 257 produtos com registro no Ministério da Agricultura para ferrugem do cafeeiro, de 63 empresas, em 16 grupos químicos. A contagem é do AGROFIT, no arquivo de 19/10/2026.

Quais fungicidas têm registro para ferrugem do cafeeiro?

Os grupos químicos com mais produtos são triazol (167), estrobilurina (78), alquilenobis(ditiocarbamato) (41). A lista com marca, ingrediente ativo e empresa está na tabela desta página.

Existe produto biológico para ferrugem do cafeeiro?

Nenhum dos produtos desta lista é biológico. Outros 8 são registrados para o alvo em qualquer cultura, que é a forma como o biológico costuma ser registrado. Nenhum tem uso aprovado na agricultura orgânica.

Qual a dose de fungicida para ferrugem do cafeeiro?

O AGROFIT não publica dose. Ela está na bula de cada produto e na receita do engenheiro agrônomo, que considera a cultura, o estádio da lavoura e a infestação. Esta página não indica dose nem recomenda produto.

Como identificar a ferrugem do cafeeiro?

Em média, as perdas ficam em 35% quando as condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento da doença, mas, quando coincidem períodos de estiagem prolongada com alta incidência do fungo, os prejuízos podem ultrapassar 50%. Fonte: monografia oficial do AGROFIT, descrição de Santos, M.F.; Mendes, M.A.S..

De onde vêm os dados?

Do AGROFIT, o sistema de agrotóxicos fitossanitários do Ministério da Agricultura, nos dados abertos (licença CC BY (versão não indicada no CKAN)). O arquivo desta página é de 19/10/2026 e traz 4.408 produtos formulados com registro ativo.

Fonte: MAPA, AGROFIT (Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários), dados abertos, arquivo de 19/10/2026. Licença CC BY (versão não indicada no CKAN).