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AGROFIT, Ministério da Agricultura · arquivo de · doença

Fungicida para requeima: tomate, batata e mais 2 culturas

Phytophthora infestans · também mela

Produtos registrados

252

Grupos químicos
24
Empresas
63
Culturas
4

São 252 produtos com registro no Ministério da Agricultura para a requeima, somando todas as culturas. O registro vale por cultura: o mesmo produto pode ter registro para requeima no tomate e não ter na batata.

Fungicida para requeima por cultura

Quantos produtos, grupos químicos e empresas têm registro em cada cultura. As culturas com link trazem a lista completa.

Cultura Produtos Grupos químicos Empresas
Tomate 241 21 61
Batata 234 21 59
Cacau 5 1 4
Duboisia 1 1 1

Grupos químicos registrados para requeima

O cadastro informa 24 grupos químicos nesta lista. Produto com mais de um ingrediente ativo conta em cada grupo. Essa contagem não determina as opções de rotação: grupos químicos diferentes podem compartilhar o mesmo mecanismo de ação. O manejo de resistência exige conferir a bula e a classificação de mecanismo de ação aplicável (HRAC, IRAC ou FRAC) com o responsável técnico. Quando a bula foi conferida, o grupo dela aparece no bloco seguinte e na linha de cada produto.

  • isoftalonitrila 74
  • alquilenobis(ditiocarbamato) 73
  • inorgânico 36
  • fenilpiridinilamina 32
  • acetamida 18
  • morfolina 11
  • dicarboximida 8
  • piperidinil tiazol izoxazolina 8
  • carbamato 7
  • acilalaninato 6
  • benzamida 6
  • éter mandelamida 6
Mais 12 grupos com poucos produtos

oxazolidinadiona (4) · triazol (4) · benzimidazol (precursor de) (2) · benzotiadiazol (2) · biológico (2) · estrobilurina (2) · imidazol (2) · imidazolinona (2) · pyridylamine (2) · valinamida carbamato (2) · isotiocianato de metila (precursor de) (1) · produto microbiológico (1)

O que o registro mostra

Classe toxicológica

  • Categoria 1, extremamente tóxico 1
  • Categoria 2, altamente tóxico 22
  • Categoria 3, moderadamente tóxico 22
  • Categoria 4, pouco tóxico 51
  • Categoria 5, improvável de causar dano agudo 140
  • Não classificado, produto não classificado 11
  • Escala anterior a 2019, ainda não reclassificado 5

Classificação de toxicidade aguda do rótulo. A categoria não mede resíduo nem risco ambiental.

Empresas com registro

63 empresas titulares. A que tem mais produtos é a Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., com 23 (9%).

Biológico e orgânico

3 produtos biológicos nesta lista. Nenhum tem uso aprovado na agricultura orgânica. Outros 3 são registrados para o alvo em qualquer cultura, que é como o produto biológico costuma ser registrado.

Como reconhecer a requeima

Monografia oficial do AGROFIT para Phytophthora infestans em tomate. Autor da descrição: Santos, C.E.; Mendes, M.A.S..

Como é

A requeima ou mela é a doença mais importante do tomateiro e da batateira no mundo. Esta pode ocorrer em todas as partes e estágios da planta, causando lesões marrons que gradualmente espalham-se por todos os tecidos. No Brasil, ocorre praticamente em todas as áreas produtoras de tomate e batata.

Phytophthora infestans possui um grande número de plantas hospedeiras, principalmente da família Solanaceae, com predominância em várias espécies do gênero Solanum, sendo a batateira e o tomateiro os principais hospedeiros.

Pimentão, figueira do inferno (Datura stramonium), picão branco (Galinsoga parviflora), gerânio, Corda de viola (Ipomoea purpurea), Maravilha (Mirabilis jalapa), falso-joá-de-capote (Nicandra physaloides), petúnia Joá-de-capote (Physalis angulata), Maria pretinha (Solanum nigrum) e berinjela são hospedeiras potencialmente importantes para as condições brasileiras. Valendo destacar que apesar destas espécies terem sido descritas como hospedeiras, não há na maioria dos casos maior detalhamento quanto a importância destas espécies como fonte de inóculo.

Sintomas e danos

FOLHAS: Os sintomas iniciais são manchas pequenas, irregulares, de cor pardo-escura, que em condições favoráveis de temperatura e umidade aumentam rapidamente tornando-se escuras, amarronzadas ou pretas, delimitando-se com o tecido sadio por uma estreita faixa de tecido encharcado e descolorido. Em um estágio mais avançado necrosa os tecidos, matando os folíolos.

Sob condições de alta umidade, as frutificações do fungo apresentam um crescimento esbranquiçado na face inferior da folha.

CAULE E PECÍOLO: As lesões são alongadas, semelhantes as das folhas, tendendo a anelar todo o órgão, promovendo a morte de toda porção do órgão disposta acima da lesão.

FRUTOS: Os sintomas são mais evidentes quando ainda estão verdes. Aparecem lesões de coloração marrom, principalmente próximo ao cálice, de consistência inicialmente firme, com o desenvolvimento da doença tornam-se flácidas.

Ciclo e condições que favorecem

O fungo pode sobreviver na ausência do tomateiro, em outras plantas hospedeiras no campo, principalmente da família Solanaceae. Não havendo cultura no campo este sobrevive em restos culturais, inclusive em tubérculos de batata provenientes de culturas anteriores.

Os oósporos possibilitam a sobrevivência do fungo, porém ainda faltam resultados experimentais sobre o papel epidemiológico destas estruturas.

Em condições de frio (ótimo 12 °C) os esporângios produzem zoósporos que podem nadar no filme de água sobre o tecido da planta, germinar e iniciar um novo ciclo.

As principais formas de disseminação são pelo vento, chuva e insetos.

As condições favoráveis para o desenvolvimento da doença são locais úmidos com temperatura entre 15 e 25 °C, podendo ocorrer em áreas de clima semi-árido irrigadas.

Os esporângios e zoósporos germinam somente na presença de água livre, de forma que não podem infectar a folha sem água em sua superfície.

Controle, segundo a monografia

CONTROLE VARIETAL: Atualmente, todas as variedades e híbridos cultivados comercialmente são susceptíveis.

PRÁTICAS CULTURAIS: Para a instalação de plantações de tomate deve-se evitar áreas sujeitas a períodos prolongados de alta umidade, adquirir sementes oriundas de tomates rigorosamente sadios, evitar plantios sucessivos numa mesma área, fazendo rotação de cultura a cada 2 ou 3 anos, realizar um bom preparo do solo, com a eliminação de restos culturais anteriores, evitar adubação nitrogenada em excesso, eliminar hospedeiras alternativas próximas ao campo de produção, conceder maior espaçamento entre plantas e realizar o manejo adequado da irrigação de modo a diminuir o molhamento foliar.

CONTROLE QUÍMICO: São utilizados fungicidas protetores como mancozeb, clorothalonil e fungicidas cúpricos e fungicidas sistêmicos como cymoxanil em pulverizações preventivas periódicas nas áreas que apresentam condições favoráveis para o estabelecimento da doença. Pulverizações curativas devem ser feitas quando constatados os primeiro sintomas.

Fonte do texto: MAPA, AGROFIT, Relatório de Pragas e Doenças. O trecho de controle é o da monografia e não substitui a bula nem a receita agronômica.

Perda por doença e praga em municípios de tomate

Municípios em que o tomate responde por pelo menos 30% das comunicações de perda no PROAGRO (2017–2026), ordenados pelas perdas por doença ou praga. O Banco Central registra o tipo do evento e a cultura, mas não cruza os dois: o número é do município, não só do tomate.

Sinistros agrícolas por município

Perguntas Frequentes

Quantos produtos são registrados para requeima?

São 252 produtos com registro no Ministério da Agricultura para requeima, de 63 empresas, em 24 grupos químicos. A contagem é do AGROFIT, no arquivo de 19/10/2026.

Quais fungicidas têm registro para requeima?

Os grupos químicos com mais produtos são isoftalonitrila (74), alquilenobis(ditiocarbamato) (73), inorgânico (36). A lista com marca, ingrediente ativo e empresa está na página de cada cultura.

Em quais culturas há produto registrado para requeima?

Em 4 culturas. As que têm mais produtos são tomate (241), batata (234), cacau (5), duboisia (1).

Existe produto biológico para requeima?

Sim: 3 dos 252 produtos são biológicos. Outros 3 são registrados para o alvo em qualquer cultura, que é a forma como o biológico costuma ser registrado. Nenhum tem uso aprovado na agricultura orgânica.

Qual a dose de fungicida para requeima?

O AGROFIT não publica dose. Ela está na bula de cada produto e na receita do engenheiro agrônomo, que considera a cultura, o estádio da lavoura e a infestação. Esta página não indica dose nem recomenda produto.

Como identificar a requeima?

FOLHAS: Os sintomas iniciais são manchas pequenas, irregulares, de cor pardo-escura, que em condições favoráveis de temperatura e umidade aumentam rapidamente tornando-se escuras, amarronzadas ou pretas, delimitando-se com o tecido sadio por uma estreita faixa de tecido encharcado e descolorido. Em um estágio mais avançado necrosa os tecidos, matando os folíolos. Fonte: monografia oficial do AGROFIT, descrição de Santos, C.E.; Mendes, M.A.S..

De onde vêm os dados?

Do AGROFIT, o sistema de agrotóxicos fitossanitários do Ministério da Agricultura, nos dados abertos (licença CC BY (versão não indicada no CKAN)). O arquivo desta página é de 19/10/2026 e traz 4.408 produtos formulados com registro ativo.

Fonte: MAPA, AGROFIT (Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários), dados abertos, arquivo de 19/10/2026. Licença CC BY (versão não indicada no CKAN).