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Preço da terra em Sergipe

8 mercados regionais · 75 municípios · Incra/SIMET · Atlas do Mercado de Terras 2025

Mediana do estado

R$ 23.359/ha

Região mais cara

R$ 48.564/ha

Itabaiana

Região mais barata

R$ 11.138/ha

Nossa Senhora da Glória

Em Sergipe, a linha agrícola do levantamento de mercado (R$ 31.661,50/ha na mediana) fica abaixo da média do VTN de lavoura de aptidão boa que a Receita usa no ITR (R$ 36.098,95/ha), em 0,9× o valor fiscal. O mercado do estado subiu +28,4% entre 2022 e 2024.

O que move o preço da terra em Sergipe

Leitura do Incra no Atlas do Mercado de Terras — o mesmo levantamento de onde saem os preços desta página.

O que valoriza

  • proximidade de centros consumidores (Aracaju e Salvador)
  • boa infraestrutura de transporte e escoamento da produção
  • avanço da irrigação em pequenas e médias propriedades
  • fortalecimento da pecuária leiteira e da diversificação agrícola

O que desvaloriza

  • pequena extensão territorial, o que limita a expansão agropecuária
  • dependência da canade-açúcar e vulnerabilidade às oscilações de mercado
  • solos de baixa profundidade e suscetíveis à erosão em áreas declivosas
  • custos de produção relativamente elevados para pequenos produtores

Para onde o mercado vai. O mercado de terras em Sergipe apresenta estabilidade moderada, com valorização localizada nas áreas canavieiras e periurbanas, impulsionada pela expansão agroindustrial e pela proximidade de polos urbanos. Nas regiões do agreste e sertão, as terras mantêm preços estáveis, com valorização pontual em áreas irrigadas e de produção leiteira. A tendência geral é de valorização controlada, sustentada pela boa infraestrutura e pela consolidação de cadeias produtivas regionais, especialmente nas áreas voltadas ao agronegócio sucroenergético e à agricultura irrigada.

Sergipe, o menor estado brasileiro em extensão territorial, apresenta uma economia agropecuária caracterizada pela diversificação produtiva e pela forte influência da cana-de-açúcar, principalmente nas regiões do leste e agreste. A cana-de-açúcar continua sendo o principal produto agrícola, sustentando um conjunto de usinas e destilarias voltadas à produção de açúcar, etanol e energia elétrica. Nas áreas do sertão e centro-oeste, a produção agropecuária é mais diversificada, destacando-se o cultivo de milho, feijão, mandioca e coco-da-baía, bem como a pecuária de corte e leiteira. O estado vem apresentando avanços na fruticultura irrigada e horticultura, impulsionados pela presença de perímetros irrigados e pela proximidade dos mercados consumidores da região Nordeste.

Fonte: Atlas do Mercado de Terras 2025 (Incra), edição da safra de dezembro de 2024.

O valor é do mercado regional, não do município: o Incra agrupa municípios com comportamento de preço parecido e publica um número por tipo de exploração para o conjunto. Fonte: SIMET — Sistema de Mercado de Terras (Incra), safras 2022 e 2024. A referência fiscal citada é do SIPT/Receita, de outro ano e outra metodologia.

Preço da terra em Sergipe — Perguntas Frequentes

Quanto custa o hectare de terra em Sergipe?

R$ 23.359,00 por hectare na mediana dos 8 mercados regionais de Sergipe, pelo levantamento do SIMET/Incra publicado no Atlas do Mercado de Terras 2025 e mapeado na Calculadora Rural. Varia de R$ 11.138,00/ha na região de Nossa Senhora da Glória a R$ 48.564,00/ha na região de Itabaiana. O preço é regional: cada mercado agrupa municípios com comportamento de preço parecido, e o valor descreve o agrupamento, não um imóvel.

O preço de mercado em Sergipe é maior que o VTN do ITR?

Não: ali o mercado fica abaixo da referência fiscal, em cerca de 0,9× o VTN. Comparando usos equivalentes: a mediana da linha Agrícola do Incra em Sergipe é R$ 31.661,50/ha, contra R$ 36.098,95/ha de média do VTN de lavoura de aptidão boa no SIPT. No país a mediana dessa razão é 1,69×, mas ela varia demais por região — não existe fator fixo. Consulte o valor fiscal município a município na tabela VTN de Sergipe.

O preço da terra em Sergipe subiu?

Subiu +28,4% na mediana dos mercados de Sergipe com composição comparável entre os levantamentos de 2022 e 2024. No país a mediana foi de +28,4%. Apuração da Calculadora Rural sobre a base do Incra.

O preço da terra em Sergipe tende a subir?

É o que o próprio Incra avalia no Atlas do Mercado de Terras 2025: O mercado de terras em Sergipe apresenta estabilidade moderada, com valorização localizada nas áreas canavieiras e periurbanas, impulsionada pela expansão agroindustrial e pela proximidade de polos urbanos. Nas regiões do agreste e sertão, as terras mantêm preços estáveis, com valorização pontual em áreas irrigadas e de produção leiteira. A tendência geral é de valorização controlada, sustentada pela boa infraestrutura e pela consolidação de cadeias produtivas regionais, especialmente nas áreas voltadas ao agronegócio sucroenergético e à agricultura irrigada. Entre os fatores de valorização que o órgão aponta: proximidade de centros consumidores (Aracaju e Salvador); boa infraestrutura de transporte e escoamento da produção; avanço da irrigação em pequenas e médias propriedades. E de desvalorização: pequena extensão territorial, o que limita a expansão agropecuária; dependência da canade-açúcar e vulnerabilidade às oscilações de mercado. Os valores por região estão na tabela de preço da terra da Calculadora Rural.

Terra nua e imóvel com benfeitorias têm o mesmo preço?

Não: a terra nua vale menos, porque exclui tudo que foi construído ou plantado sobre ela. Ficam de fora casa, galpão, curral, cercas, açude e culturas permanentes; o VTI inclui tudo isso. No Brasil a mediana do VTI é 1,14× a do VTN, pela apuração da Calculadora Rural sobre os pares em que o Incra separa os dois. Numa negociação de venda, benfeitorias entram por fora do valor da terra — e é a terra nua que serve de base para o ITR e para o teto de arrendamento.