Preço da terra no Rio Grande do Sul
11 mercados regionais · 497 municípios · Incra/SIMET · Atlas do Mercado de Terras 2025
Mediana do estado
R$ 38.252/ha
Região mais cara
R$ 135.528/ha
Passo Fundo
Região mais barata
R$ 24.616/ha
Bagé
No Rio Grande do Sul, a linha agrícola do levantamento de mercado (R$ 41.989,00/ha na mediana) fica abaixo da média do VTN de lavoura de aptidão boa que a Receita usa no ITR (R$ 42.449,23/ha), em 1,0× o valor fiscal. O mercado do estado subiu +28,4% entre 2022 e 2024.
O que move o preço da terra no Rio Grande do Sul
Leitura do Incra no Atlas do Mercado de Terras — o mesmo levantamento de onde saem os preços desta página.
O que valoriza
- ↑agricultura diversificada e altamente tecnificada, com forte integração agroindustrial
- ↑proximidade de mercados consumidores e indústrias de transformação
- ↑cadeias produtivas organizadas (cooperativas e agroindústrias de grãos, leite e carnes)
O que desvaloriza
- ↓regiões de pecuária extensiva (Campanha e Fronteira Oeste) apresentam preços mais baixos devido à menor intensidade produtiva
- ↓dependência do regime climático, com forte impacto da estiagem nos últimos anos
- ↓custos de produção elevados em comparação a outras regiões do país
Para onde o mercado vai. O mercado de terras no Rio Grande do Sul apresenta valorização moderada, especialmente em áreas com agricultura intensiva e integração agroindustrial (noroeste, norte e Serra Gaúcha). Já nas regiões de pecuária extensiva, os preços permanecem estáveis ou com crescimento mais lento, refletindo a menor liquidez. No médio prazo, espera-se continuidade da valorização nas áreas de grãos e de produção de proteína animal, enquanto áreas de menor aptidão agrícola manterão preços relativamente mais baixos.
O Rio Grande do Sul é um dos estados mais diversificados e consolidados do Brasil em termos de produção agropecuária. É o maior produtor de arroz irrigado do país, além de ocupar posição de destaque em soja, milho e trigo. A pecuária de corte tem forte tradição, especialmente nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste, enquanto a produção de leite e suínos é expressiva no noroeste e norte do estado. A fruticultura também possui relevância, com destaque para uva (Serra Gaúcha), maçã (Vacaria) e pêssego (região sul). A estrutura fundiária é caracterizada por uma combinação de pequenas e médias propriedades (predominantes nas regiões coloniais) e grandes estâncias (nas áreas de pecuária extensiva).
Fonte: Atlas do Mercado de Terras 2025 (Incra), edição da safra de dezembro de 2024.
Os mercados regionais do Rio Grande do Sul
Do mais caro ao mais barato, no recorte geral. Abra a região para ver o valor por tipo de exploração e os municípios que ela reúne.
O valor é do mercado regional, não do município: o Incra agrupa municípios com comportamento de preço parecido e publica um número por tipo de exploração para o conjunto. Fonte: SIMET — Sistema de Mercado de Terras (Incra), safras 2022 e 2024. A referência fiscal citada é do SIPT/Receita, de outro ano e outra metodologia.
Preço da terra no Rio Grande do Sul — Perguntas Frequentes
Quanto custa o hectare de terra no Rio Grande do Sul?
R$ 38.252,00 por hectare na mediana dos 11 mercados regionais do Rio Grande do Sul, pelo levantamento do SIMET/Incra publicado no Atlas do Mercado de Terras 2025 e mapeado na Calculadora Rural. Varia de R$ 24.616,00/ha na região de Bagé a R$ 135.528,00/ha na região de Passo Fundo. O preço é regional: cada mercado agrupa municípios com comportamento de preço parecido, e o valor descreve o agrupamento, não um imóvel.
O preço de mercado no Rio Grande do Sul é maior que o VTN do ITR?
Não: ali o mercado fica abaixo da referência fiscal, em cerca de 1,0× o VTN. Comparando usos equivalentes: a mediana da linha Agrícola do Incra no Rio Grande do Sul é R$ 41.989,00/ha, contra R$ 42.449,23/ha de média do VTN de lavoura de aptidão boa no SIPT. No país a mediana dessa razão é 1,69×, mas ela varia demais por região — não existe fator fixo. Consulte o valor fiscal município a município na tabela VTN do Rio Grande do Sul.
O preço da terra no Rio Grande do Sul subiu?
Subiu +28,4% na mediana dos mercados do Rio Grande do Sul com composição comparável entre os levantamentos de 2022 e 2024. No país a mediana foi de +28,4%. Apuração da Calculadora Rural sobre a base do Incra.
O preço da terra no Rio Grande do Sul tende a subir?
É o que o próprio Incra avalia no Atlas do Mercado de Terras 2025: O mercado de terras no Rio Grande do Sul apresenta valorização moderada, especialmente em áreas com agricultura intensiva e integração agroindustrial (noroeste, norte e Serra Gaúcha). Já nas regiões de pecuária extensiva, os preços permanecem estáveis ou com crescimento mais lento, refletindo a menor liquidez. No médio prazo, espera-se continuidade da valorização nas áreas de grãos e de produção de proteína animal, enquanto áreas de menor aptidão agrícola manterão preços relativamente mais baixos. Entre os fatores de valorização que o órgão aponta: agricultura diversificada e altamente tecnificada, com forte integração agroindustrial; proximidade de mercados consumidores e indústrias de transformação; cadeias produtivas organizadas (cooperativas e agroindústrias de grãos, leite e carnes). E de desvalorização: regiões de pecuária extensiva (Campanha e Fronteira Oeste) apresentam preços mais baixos devido à menor intensidade produtiva; dependência do regime climático, com forte impacto da estiagem nos últimos anos. Os valores por região estão na tabela de preço da terra da Calculadora Rural.
Terra nua e imóvel com benfeitorias têm o mesmo preço?
Não: a terra nua vale menos, porque exclui tudo que foi construído ou plantado sobre ela. Ficam de fora casa, galpão, curral, cercas, açude e culturas permanentes; o VTI inclui tudo isso. No Brasil a mediana do VTI é 1,14× a do VTN, pela apuração da Calculadora Rural sobre os pares em que o Incra separa os dois. Numa negociação de venda, benfeitorias entram por fora do valor da terra — e é a terra nua que serve de base para o ITR e para o teto de arrendamento.