Preço da terra em Pernambuco
12 mercados regionais · 185 municípios · Incra/SIMET · Atlas do Mercado de Terras 2025
Mediana do estado
R$ 10.881/ha
Região mais cara
R$ 56.399/ha
Petrolina
Região mais barata
R$ 1.906/ha
Araripina
Em Pernambuco, a linha agrícola do levantamento de mercado (R$ 14.634,00/ha na mediana) fica abaixo da média do VTN de lavoura de aptidão boa que a Receita usa no ITR (R$ 25.833,33/ha), em 0,6× o valor fiscal. O mercado do estado subiu +28,4% entre 2022 e 2024.
O que move o preço da terra em Pernambuco
Leitura do Incra no Atlas do Mercado de Terras — o mesmo levantamento de onde saem os preços desta página.
O que valoriza
- ↑expansão da fruticultura irrigada no Vale do São Francisco, com integração a cadeias exportadoras
- ↑modernização de sistemas de irrigação e acesso a infraestrutura de escoamento (rodovias e porto de Suape)
- ↑proximidade de polos industriais e agroindustriais (Petrolina, Recife e Caruaru)
- ↑adoção crescente de tecnologias agrícolas e de manejo sustentável
O que desvaloriza
- ↓dependência de irrigação em áreas semiáridas e vulnerabilidade a estiagens prolongadas
- ↓custos elevados de energia elétrica e transporte
- ↓solos rasos e pedregosos em grande parte do sertão
- ↓fragmentação fundiária e dificuldades de acesso a crédito para pequenos produtores
Para onde o mercado vai. O mercado de terras em Pernambuco é heterogêneo e dinâmico: regiões irrigadas e de fruticultura exportadora apresentam valorização consistente, com liquidez elevada e procura por investidores nacionais e estrangeiros. Já nas áreas da Zona da Mata, voltadas à cana-de-açúcar, os valores mantêm-se estáveis, influenciados pela consolidação da atividade sucroalcooleira e pelos custos de produção. Nas regiões do agreste e sertão, observa-se valorização moderada, vinculada à pecuária leiteira, à caprinocultura e a pequenos polos de agricultura irrigada. A tendência geral é de valorização concentrada em polos tecnificados e de irrigação, especialmente na região do São Francisco.
Pernambuco possui uma economia agropecuária marcada pela diversidade regional: o litoral e a Zona da Mata apresentam atividades agrícolas intensivas e consolidadas, enquanto o agreste e o sertão são dominados pela pecuária e pela agricultura de subsistência. A cana-de-açúcar é o principal produto agrícola do estado, concentrando-se na Zona da Mata e mantendo relevância histórica e econômica, sustentando usinas, destilarias e agroindústrias. No agreste e no sertão, a produção é mais diversificada, com destaque para fruticultura irrigada (uva, manga, goiaba) no Vale do São Francisco, e para a pecuária leiteira e de caprinos nas regiões semiáridas. O Polo Petrolina–Juazeiro é um dos mais dinâmicos polos de exportação de frutas frescas do país, representando o principal eixo de valorização do mercado de terras rurais em Pernambuco.
Fonte: Atlas do Mercado de Terras 2025 (Incra), edição da safra de dezembro de 2024.
Os mercados regionais de Pernambuco
Do mais caro ao mais barato, no recorte geral. Abra a região para ver o valor por tipo de exploração e os municípios que ela reúne.
O valor é do mercado regional, não do município: o Incra agrupa municípios com comportamento de preço parecido e publica um número por tipo de exploração para o conjunto. Fonte: SIMET — Sistema de Mercado de Terras (Incra), safras 2022 e 2024. A referência fiscal citada é do SIPT/Receita, de outro ano e outra metodologia.
Preço da terra em Pernambuco — Perguntas Frequentes
Quanto custa o hectare de terra em Pernambuco?
R$ 10.880,50 por hectare na mediana dos 12 mercados regionais de Pernambuco, pelo levantamento do SIMET/Incra publicado no Atlas do Mercado de Terras 2025 e mapeado na Calculadora Rural. Varia de R$ 1.906,00/ha na região de Araripina a R$ 56.399,00/ha na região de Petrolina. O preço é regional: cada mercado agrupa municípios com comportamento de preço parecido, e o valor descreve o agrupamento, não um imóvel.
O preço de mercado em Pernambuco é maior que o VTN do ITR?
Não: ali o mercado fica abaixo da referência fiscal, em cerca de 0,6× o VTN. Comparando usos equivalentes: a mediana da linha Agrícola do Incra em Pernambuco é R$ 14.634,00/ha, contra R$ 25.833,33/ha de média do VTN de lavoura de aptidão boa no SIPT. No país a mediana dessa razão é 1,69×, mas ela varia demais por região — não existe fator fixo. Consulte o valor fiscal município a município na tabela VTN de Pernambuco.
O preço da terra em Pernambuco subiu?
Subiu +28,4% na mediana dos mercados de Pernambuco com composição comparável entre os levantamentos de 2022 e 2024. No país a mediana foi de +28,4%. Apuração da Calculadora Rural sobre a base do Incra.
O preço da terra em Pernambuco tende a subir?
É o que o próprio Incra avalia no Atlas do Mercado de Terras 2025: O mercado de terras em Pernambuco é heterogêneo e dinâmico: regiões irrigadas e de fruticultura exportadora apresentam valorização consistente, com liquidez elevada e procura por investidores nacionais e estrangeiros. Já nas áreas da Zona da Mata, voltadas à cana-de-açúcar, os valores mantêm-se estáveis, influenciados pela consolidação da atividade sucroalcooleira e pelos custos de produção. Nas regiões do agreste e sertão, observa-se valorização moderada, vinculada à pecuária leiteira, à caprinocultura e a pequenos polos de agricultura irrigada. A tendência geral é de valorização concentrada em polos tecnificados e de irrigação, especialmente na região do São Francisco. Entre os fatores de valorização que o órgão aponta: expansão da fruticultura irrigada no Vale do São Francisco, com integração a cadeias exportadoras; modernização de sistemas de irrigação e acesso a infraestrutura de escoamento (rodovias e porto de Suape); proximidade de polos industriais e agroindustriais (Petrolina, Recife e Caruaru). E de desvalorização: dependência de irrigação em áreas semiáridas e vulnerabilidade a estiagens prolongadas; custos elevados de energia elétrica e transporte. Os valores por região estão na tabela de preço da terra da Calculadora Rural.
Terra nua e imóvel com benfeitorias têm o mesmo preço?
Não: a terra nua vale menos, porque exclui tudo que foi construído ou plantado sobre ela. Ficam de fora casa, galpão, curral, cercas, açude e culturas permanentes; o VTI inclui tudo isso. No Brasil a mediana do VTI é 1,14× a do VTN, pela apuração da Calculadora Rural sobre os pares em que o Incra separa os dois. Numa negociação de venda, benfeitorias entram por fora do valor da terra — e é a terra nua que serve de base para o ITR e para o teto de arrendamento.