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Preço da terra no Pará

13 mercados regionais · 144 municípios · Incra/SIMET · Atlas do Mercado de Terras 2025

Mediana do estado

R$ 9.419/ha

Região mais cara

R$ 23.334/ha

Rondon do Pará

Região mais barata

R$ 2.318/ha

Breves

No Pará, a linha agrícola do levantamento de mercado (R$ 6.022,00/ha na mediana) fica abaixo da média do VTN de lavoura de aptidão boa que a Receita usa no ITR (R$ 6.884,39/ha), em 0,9× o valor fiscal. O mercado do estado subiu +28,4% entre 2022 e 2024.

O que move o preço da terra no Pará

Leitura do Incra no Atlas do Mercado de Terras — o mesmo levantamento de onde saem os preços desta página.

O que valoriza

  • a expansão da soja e milho no sudeste e oeste do estado impulsiona a valorização das terras, sobretudo em regiões próximas a polos logísticos. O avanço de portos fluviais em Barcarena e Santarém, assim como a Ferrovia Carajás, são fatores determinantes para o aumento da competitividade agrícola

O que desvaloriza

  • desafios fundiários persistentes, como conflitos agrários, grilagem de terras e sobreposição de áreas, reduzem a segurança jurídica e podem limitar a atratividade de investimentos. Além disso, áreas mais isoladas, com baixa infraestrutura, apresentam liquidez reduzida e preços menores

Para onde o mercado vai. O mercado de terras do Pará é altamente heterogêneo: regiões integradas à infraestrutura de escoamento agrícola apresentam forte valorização, enquanto áreas isoladas e de difícil acesso permanecem com preços baixos e menor dinamismo. A expectativa é de continuidade da valorização em polos agrícolas já consolidados e nas áreas em expansão agrícola, sobretudo no sudeste e oeste, acompanhando a demanda crescente por grãos e oleaginosas.

O Pará é um dos estados mais dinâmicos da Amazônia Legal em termos de mercado de terras, com forte presença da pecuária de corte e avanço crescente da agricultura mecanizada, especialmente na região sudeste (Paragominas, Redenção, Marabá) e oeste (Santarém, Novo Progresso). A produção agrícola tem se expandido rapidamente, com destaque para soja, milho e dendê (óleo de palma). Além disso, o estado abriga grandes projetos de mineração e infraestrutura logística, que impactam indiretamente o mercado de terras rurais.

Fonte: Atlas do Mercado de Terras 2025 (Incra), edição da safra de dezembro de 2024.

O valor é do mercado regional, não do município: o Incra agrupa municípios com comportamento de preço parecido e publica um número por tipo de exploração para o conjunto. Fonte: SIMET — Sistema de Mercado de Terras (Incra), safras 2022 e 2024. A referência fiscal citada é do SIPT/Receita, de outro ano e outra metodologia.

Preço da terra no Pará — Perguntas Frequentes

Quanto custa o hectare de terra no Pará?

R$ 9.419,00 por hectare na mediana dos 13 mercados regionais do Pará, pelo levantamento do SIMET/Incra publicado no Atlas do Mercado de Terras 2025 e mapeado na Calculadora Rural. Varia de R$ 2.318,00/ha na região de Breves a R$ 23.334,00/ha na região de Rondon do Pará. O preço é regional: cada mercado agrupa municípios com comportamento de preço parecido, e o valor descreve o agrupamento, não um imóvel.

O preço de mercado no Pará é maior que o VTN do ITR?

Não: ali o mercado fica abaixo da referência fiscal, em cerca de 0,9× o VTN. Comparando usos equivalentes: a mediana da linha Agrícola do Incra no Pará é R$ 6.022,00/ha, contra R$ 6.884,39/ha de média do VTN de lavoura de aptidão boa no SIPT. No país a mediana dessa razão é 1,69×, mas ela varia demais por região — não existe fator fixo. Consulte o valor fiscal município a município na tabela VTN do Pará.

O preço da terra no Pará subiu?

Subiu +28,4% na mediana dos mercados do Pará com composição comparável entre os levantamentos de 2022 e 2024. No país a mediana foi de +28,4%. Apuração da Calculadora Rural sobre a base do Incra.

O preço da terra no Pará tende a subir?

É o que o próprio Incra avalia no Atlas do Mercado de Terras 2025: O mercado de terras do Pará é altamente heterogêneo: regiões integradas à infraestrutura de escoamento agrícola apresentam forte valorização, enquanto áreas isoladas e de difícil acesso permanecem com preços baixos e menor dinamismo. A expectativa é de continuidade da valorização em polos agrícolas já consolidados e nas áreas em expansão agrícola, sobretudo no sudeste e oeste, acompanhando a demanda crescente por grãos e oleaginosas. Entre os fatores de valorização que o órgão aponta: a expansão da soja e milho no sudeste e oeste do estado impulsiona a valorização das terras, sobretudo em regiões próximas a polos logísticos. O avanço de portos fluviais em Barcarena e Santarém, assim como a Ferrovia Carajás, são fatores determinantes para o aumento da competitividade agrícola. E de desvalorização: desafios fundiários persistentes, como conflitos agrários, grilagem de terras e sobreposição de áreas, reduzem a segurança jurídica e podem limitar a atratividade de investimentos. Além disso, áreas mais isoladas, com baixa infraestrutura, apresentam liquidez reduzida e preços menores. Os valores por região estão na tabela de preço da terra da Calculadora Rural.

Terra nua e imóvel com benfeitorias têm o mesmo preço?

Não: a terra nua vale menos, porque exclui tudo que foi construído ou plantado sobre ela. Ficam de fora casa, galpão, curral, cercas, açude e culturas permanentes; o VTI inclui tudo isso. No Brasil a mediana do VTI é 1,14× a do VTN, pela apuração da Calculadora Rural sobre os pares em que o Incra separa os dois. Numa negociação de venda, benfeitorias entram por fora do valor da terra — e é a terra nua que serve de base para o ITR e para o teto de arrendamento.