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Preço da terra em Mato Grosso

11 mercados regionais · 142 municípios · Incra/SIMET · Atlas do Mercado de Terras 2025

Mediana do estado

R$ 22.165/ha

Região mais cara

R$ 47.424/ha

Sinop

Região mais barata

R$ 14.486/ha

Aripuanã

Em Mato Grosso, a linha agrícola do levantamento de mercado (R$ 46.633,00/ha na mediana) está 2,7× acima da média do VTN de lavoura de aptidão boa que a Receita usa no ITR (R$ 17.315,65/ha). O mercado do estado subiu +38,8% entre 2022 e 2024.

O que move o preço da terra em Mato Grosso

Leitura do Incra no Atlas do Mercado de Terras — o mesmo levantamento de onde saem os preços desta página.

O que valoriza

  • solos de elevada aptidão agrícola em grande parte do território
  • logística em franca expansão, com destaque para as rotas de exportação via BR-163, Ferrovia Norte-Sul e portos do Arco Norte
  • forte demanda interna e internacional por grãos e carnes

O que desvaloriza

  • desafios relacionados a custos logísticos ainda elevados em algumas regiões
  • pressões ambientais crescentes no Bioma Amazônia e no Cerrado, com exigências regulatórias que podem limitar a expansão
  • conflitos fundiários localizados e questões de regularização de terras em áreas de fronteira agrícola

Para onde o mercado vai. O mercado de terras de Mato Grosso apresenta forte valorização contínua, impulsionada pelo dinamismo da agricultura e pela demanda crescente de investidores nacionais e estrangeiros. Áreas já consolidadas (como a região de Sorriso, Primavera do Leste, Rondonópolis) alcançam valores elevados, próximos aos praticados em estados do Sul e Sudeste. Já regiões de fronteira agrícola (como o noroeste do estado, no arco do desmatamento) ainda apresentam preços mais baixos, mas com expectativa de valorização futura.

O estado do Mato Grosso consolidou-se como o maior produtor agrícola do Brasil, liderando a produção nacional de soja, milho e algodão, além de apresentar destaque na pecuária bovina. O estado é o principal polo do agronegócio brasileiro, responsável por grande parte das exportações de grãos e carnes. A produção agrícola é altamente tecnificada, com uso intensivo de maquinário, sementes melhoradas e insumos modernos, sendo um dos estados com maior nível de mecanização e produtividade média do país.

Fonte: Atlas do Mercado de Terras 2025 (Incra), edição da safra de dezembro de 2024.

O valor é do mercado regional, não do município: o Incra agrupa municípios com comportamento de preço parecido e publica um número por tipo de exploração para o conjunto. Fonte: SIMET — Sistema de Mercado de Terras (Incra), safras 2022 e 2024. A referência fiscal citada é do SIPT/Receita, de outro ano e outra metodologia.

Preço da terra em Mato Grosso — Perguntas Frequentes

Quanto custa o hectare de terra em Mato Grosso?

R$ 22.165,00 por hectare na mediana dos 11 mercados regionais de Mato Grosso, pelo levantamento do SIMET/Incra publicado no Atlas do Mercado de Terras 2025 e mapeado na Calculadora Rural. Varia de R$ 14.486,00/ha na região de Aripuanã a R$ 47.424,00/ha na região de Sinop. O preço é regional: cada mercado agrupa municípios com comportamento de preço parecido, e o valor descreve o agrupamento, não um imóvel.

O preço de mercado em Mato Grosso é maior que o VTN do ITR?

É, por cerca de 2,7×. Comparando usos equivalentes: a mediana da linha Agrícola do Incra em Mato Grosso é R$ 46.633,00/ha, contra R$ 17.315,65/ha de média do VTN de lavoura de aptidão boa no SIPT. No país a mediana dessa razão é 1,69×, mas ela varia demais por região — não existe fator fixo. Consulte o valor fiscal município a município na tabela VTN de Mato Grosso.

O preço da terra em Mato Grosso subiu?

Subiu +38,8% na mediana dos mercados de Mato Grosso com composição comparável entre os levantamentos de 2022 e 2024. No país a mediana foi de +28,4%. Apuração da Calculadora Rural sobre a base do Incra.

O preço da terra em Mato Grosso tende a subir?

É o que o próprio Incra avalia no Atlas do Mercado de Terras 2025: O mercado de terras de Mato Grosso apresenta forte valorização contínua, impulsionada pelo dinamismo da agricultura e pela demanda crescente de investidores nacionais e estrangeiros. Áreas já consolidadas (como a região de Sorriso, Primavera do Leste, Rondonópolis) alcançam valores elevados, próximos aos praticados em estados do Sul e Sudeste. Já regiões de fronteira agrícola (como o noroeste do estado, no arco do desmatamento) ainda apresentam preços mais baixos, mas com expectativa de valorização futura. Entre os fatores de valorização que o órgão aponta: solos de elevada aptidão agrícola em grande parte do território; logística em franca expansão, com destaque para as rotas de exportação via BR-163, Ferrovia Norte-Sul e portos do Arco Norte; forte demanda interna e internacional por grãos e carnes. E de desvalorização: desafios relacionados a custos logísticos ainda elevados em algumas regiões; pressões ambientais crescentes no Bioma Amazônia e no Cerrado, com exigências regulatórias que podem limitar a expansão. Os valores por região estão na tabela de preço da terra da Calculadora Rural.

Terra nua e imóvel com benfeitorias têm o mesmo preço?

Não: a terra nua vale menos, porque exclui tudo que foi construído ou plantado sobre ela. Ficam de fora casa, galpão, curral, cercas, açude e culturas permanentes; o VTI inclui tudo isso. No Brasil a mediana do VTI é 1,14× a do VTN, pela apuração da Calculadora Rural sobre os pares em que o Incra separa os dois. Numa negociação de venda, benfeitorias entram por fora do valor da terra — e é a terra nua que serve de base para o ITR e para o teto de arrendamento.