Preço da terra no Espírito Santo
13 mercados regionais · 78 municípios · Incra/SIMET · Atlas do Mercado de Terras 2025
Mediana do estado
R$ 32.391/ha
Região mais cara
R$ 109.222/ha
Jaguaré
Região mais barata
R$ 21.739/ha
Baixo Guandu
No Espírito Santo, a linha agrícola do levantamento de mercado (R$ 57.469,50/ha na mediana) fica abaixo da média do VTN de lavoura de aptidão boa que a Receita usa no ITR (R$ 62.249,22/ha), em 0,9× o valor fiscal. O mercado do estado subiu +55,8% entre 2022 e 2024.
O que move o preço da terra no Espírito Santo
Leitura do Incra no Atlas do Mercado de Terras — o mesmo levantamento de onde saem os preços desta página.
O que valoriza
- ↑liderança na produção de café conilon
- ↑proximidade de grandes centros consumidores e portos de exportação
- ↑diversificação produtiva e presença de cooperativas fortalecem a organização da produção
O que desvaloriza
- ↓limitações de área para expansão agrícola
- ↓relevo acidentado em diversas regiões dificulta mecanização plena
- ↓eventos climáticos, como secas e excesso de chuvas, impactam a estabilidade da produção e os preços das terras
Para onde o mercado vai. O mercado de terras no Espírito Santo é caracterizado por preços elevados em regiões cafeeiras consolidadas, com tendência de valorização contínua devido à estabilidade e à demanda crescente por café conilon no mercado interno e externo. Nas áreas menos dinâmicas, onde predominam pequenas propriedades voltadas à subsistência ou pecuária leiteira, a valorização é mais moderada, refletindo menor liquidez.
O Espírito Santo possui uma agropecuária diversificada, com destaque para a produção de café conilon (robusta), no qual é o maior produtor nacional, além do café arábica cultivado em regiões de maior altitude. O estado também se destaca na fruticultura (mamão, banana, coco), na pecuária leiteira e em culturas de ciclo curto. Sua estrutura fundiária é composta predominantemente por pequenas e médias propriedades familiares, que têm forte relevância econômica e social no território capixaba.
Fonte: Atlas do Mercado de Terras 2025 (Incra), edição da safra de dezembro de 2024.
Os mercados regionais do Espírito Santo
Do mais caro ao mais barato, no recorte geral. Abra a região para ver o valor por tipo de exploração e os municípios que ela reúne.
O valor é do mercado regional, não do município: o Incra agrupa municípios com comportamento de preço parecido e publica um número por tipo de exploração para o conjunto. Fonte: SIMET — Sistema de Mercado de Terras (Incra), safras 2022 e 2024. A referência fiscal citada é do SIPT/Receita, de outro ano e outra metodologia.
Preço da terra no Espírito Santo — Perguntas Frequentes
Quanto custa o hectare de terra no Espírito Santo?
R$ 32.391,00 por hectare na mediana dos 13 mercados regionais do Espírito Santo, pelo levantamento do SIMET/Incra publicado no Atlas do Mercado de Terras 2025 e mapeado na Calculadora Rural. Varia de R$ 21.739,00/ha na região de Baixo Guandu a R$ 109.222,00/ha na região de Jaguaré. O preço é regional: cada mercado agrupa municípios com comportamento de preço parecido, e o valor descreve o agrupamento, não um imóvel.
O preço de mercado no Espírito Santo é maior que o VTN do ITR?
Não: ali o mercado fica abaixo da referência fiscal, em cerca de 0,9× o VTN. Comparando usos equivalentes: a mediana da linha Agrícola do Incra no Espírito Santo é R$ 57.469,50/ha, contra R$ 62.249,22/ha de média do VTN de lavoura de aptidão boa no SIPT. No país a mediana dessa razão é 1,69×, mas ela varia demais por região — não existe fator fixo. Consulte o valor fiscal município a município na tabela VTN do Espírito Santo.
O preço da terra no Espírito Santo subiu?
Subiu +55,8% na mediana dos mercados do Espírito Santo com composição comparável entre os levantamentos de 2022 e 2024. No país a mediana foi de +28,4%. Apuração da Calculadora Rural sobre a base do Incra.
O preço da terra no Espírito Santo tende a subir?
É o que o próprio Incra avalia no Atlas do Mercado de Terras 2025: O mercado de terras no Espírito Santo é caracterizado por preços elevados em regiões cafeeiras consolidadas, com tendência de valorização contínua devido à estabilidade e à demanda crescente por café conilon no mercado interno e externo. Nas áreas menos dinâmicas, onde predominam pequenas propriedades voltadas à subsistência ou pecuária leiteira, a valorização é mais moderada, refletindo menor liquidez. Entre os fatores de valorização que o órgão aponta: liderança na produção de café conilon; proximidade de grandes centros consumidores e portos de exportação; diversificação produtiva e presença de cooperativas fortalecem a organização da produção. E de desvalorização: limitações de área para expansão agrícola; relevo acidentado em diversas regiões dificulta mecanização plena. Os valores por região estão na tabela de preço da terra da Calculadora Rural.
Terra nua e imóvel com benfeitorias têm o mesmo preço?
Não: a terra nua vale menos, porque exclui tudo que foi construído ou plantado sobre ela. Ficam de fora casa, galpão, curral, cercas, açude e culturas permanentes; o VTI inclui tudo isso. No Brasil a mediana do VTI é 1,14× a do VTN, pela apuração da Calculadora Rural sobre os pares em que o Incra separa os dois. Numa negociação de venda, benfeitorias entram por fora do valor da terra — e é a terra nua que serve de base para o ITR e para o teto de arrendamento.