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Preço da terra no Amazonas

4 mercados regionais · 62 municípios · Incra/SIMET · Atlas do Mercado de Terras 2025

Mediana do estado

R$ 6.570/ha

Região mais cara

R$ 127.148/ha

Manaus

Região mais barata

R$ 1.322/ha

Tabatinga

O que move o preço da terra no Amazonas

Leitura do Incra no Atlas do Mercado de Terras — o mesmo levantamento de onde saem os preços desta página.

O que valoriza

  • áreas próximas a Manaus e polos urbanos, beneficiadas pela presença de infraestrutura, demanda de mercado consumidor e facilidade relativa de escoamento fluvial. Regiões do sul do estado, como Humaitá e Apuí, também apresentam algum dinamismo fundiário associado à pecuária e à agricultura

O que desvaloriza

  • grande parte do território do Amazonas enfrenta restrições logísticas severas, dependência de transporte fluvial e aéreo, além de forte presença de Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Esses fatores limitam a expansão agrícola e reduzem o dinamismo do mercado de terras

Para onde o mercado vai. O mercado de terras do Amazonas apresenta baixo dinamismo em termos comparativos. A valorização ocorre de forma localizada em torno de Manaus e nos municípios do sul, onde há presença de atividades agropecuárias mais consolidadas. Nas demais áreas, prevalece baixa liquidez e valores estáveis, refletindo o peso das restrições ambientais e logísticas. A tendência geral é de manutenção dessa heterogeneidade: regiões com algum grau de infraestrutura e presença agropecuária devem registrar crescimento moderado nos preços, enquanto vastas áreas florestais permanecem com baixo valor de mercado.

O Amazonas é o maior estado do Brasil em extensão territorial e possui mais de 95% de sua área coberta por floresta amazônica. A economia rural é fortemente marcada pelo extrativismo vegetal (castanha-dobrasil, açaí, borracha, óleos vegetais) e pela pesca, que têm importância para a subsistência e para cadeias locais. A pecuária de corte tem se expandido em áreas desmatadas, sobretudo nas regiões sul e leste do estado, como Humaitá, Apuí e Boca do Acre, mas ainda de forma menos intensiva que em estados vizinhos como Rondônia e Pará. A agricultura mecanizada é incipiente e restrita a áreas próximas a Manaus e ao sul, onde há tentativas de cultivo de grãos (soja, milho) em menor escala.

Fonte: Atlas do Mercado de Terras 2025 (Incra), edição da safra de dezembro de 2024.

O valor é do mercado regional, não do município: o Incra agrupa municípios com comportamento de preço parecido e publica um número por tipo de exploração para o conjunto. Fonte: SIMET — Sistema de Mercado de Terras (Incra), safras 2022 e 2024. A referência fiscal citada é do SIPT/Receita, de outro ano e outra metodologia.

Preço da terra no Amazonas — Perguntas Frequentes

Quanto custa o hectare de terra no Amazonas?

R$ 6.570,00 por hectare na mediana dos 4 mercados regionais do Amazonas, pelo levantamento do SIMET/Incra publicado no Atlas do Mercado de Terras 2025 e mapeado na Calculadora Rural. Varia de R$ 1.322,00/ha na região de Tabatinga a R$ 127.148,00/ha na região de Manaus. O preço é regional: cada mercado agrupa municípios com comportamento de preço parecido, e o valor descreve o agrupamento, não um imóvel.

O preço da terra no Amazonas subiu?

Subiu +28,4% na mediana dos mercados do Amazonas com composição comparável entre os levantamentos de 2022 e 2024. No país a mediana foi de +28,4%. Apuração da Calculadora Rural sobre a base do Incra.

O preço da terra no Amazonas tende a subir?

É o que o próprio Incra avalia no Atlas do Mercado de Terras 2025: O mercado de terras do Amazonas apresenta baixo dinamismo em termos comparativos. A valorização ocorre de forma localizada em torno de Manaus e nos municípios do sul, onde há presença de atividades agropecuárias mais consolidadas. Nas demais áreas, prevalece baixa liquidez e valores estáveis, refletindo o peso das restrições ambientais e logísticas. A tendência geral é de manutenção dessa heterogeneidade: regiões com algum grau de infraestrutura e presença agropecuária devem registrar crescimento moderado nos preços, enquanto vastas áreas florestais permanecem com baixo valor de mercado. Entre os fatores de valorização que o órgão aponta: áreas próximas a Manaus e polos urbanos, beneficiadas pela presença de infraestrutura, demanda de mercado consumidor e facilidade relativa de escoamento fluvial. Regiões do sul do estado, como Humaitá e Apuí, também apresentam algum dinamismo fundiário associado à pecuária e à agricultura. E de desvalorização: grande parte do território do Amazonas enfrenta restrições logísticas severas, dependência de transporte fluvial e aéreo, além de forte presença de Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Esses fatores limitam a expansão agrícola e reduzem o dinamismo do mercado de terras. Os valores por região estão na tabela de preço da terra da Calculadora Rural.

Terra nua e imóvel com benfeitorias têm o mesmo preço?

Não: a terra nua vale menos, porque exclui tudo que foi construído ou plantado sobre ela. Ficam de fora casa, galpão, curral, cercas, açude e culturas permanentes; o VTI inclui tudo isso. No Brasil a mediana do VTI é 1,14× a do VTN, pela apuração da Calculadora Rural sobre os pares em que o Incra separa os dois. Numa negociação de venda, benfeitorias entram por fora do valor da terra — e é a terra nua que serve de base para o ITR e para o teto de arrendamento.